A
teoria da libido consiste em um dos pilares básicos da psicanálise, sendo
trabalhada por Freud ao longo de muitos anos, mas não foi ele o responsável
pela criação do termo, este termo surgiu com o pesquisador Moll, em 1898 e daí
então passou a ser usado por Freud para atribuir ao desejo sexual. Através da citação
de Alfredo (2004) temos uma forma simples do que Freud atribuía à libido:
''Freud afirma a propriedade específica da libido em se referir a um potencial
de desejo sexual e não outro’' (CARVALHO, 2004, p. 01).
Acompanhando
o surgimento dessa teoria veio uma das mais importantes descobertas feitas por
Freud, a de que, primeiro, o psiquismo humano forma-se a partir de conflitos
que desde o nascimento confrontam os instintos sexuais de um lado e a realidade
de outro, sendo essa força dos instintos sexuais, a Libido, e segundo que a
sexualidade não é algo própria da adolescência, e sim que já faz parte da
estrutura psíquica do bebê.
O
surgimento dessa teoria na psicanálise gerou conflitos e repulsa, pois com ela,
Freud assegurou que crianças também possuíam uma sexualidade e tal afirmação,
na época em que Freud se encontrava, entre fins do século XIX, foi recebida
como algo ultrajante pela sociedade. Tinha-se que a sexualidade só viria a
surgir posteriormente, na adolescência e que bebês e crianças pequenas eram
tidos como puras e inocentes e com essa nova ideia sobre a infância, Freud
atraiu maus olhares (CUNHA, 2008).
Porém,
ao contrário do que os outros entendiam, Freud quis dizer que na verdade as
crianças também sentiam prazer, como por exemplo, ao sugar o leite do seio
materno, haveria, portanto prazer nesse ato e Freud postulou que esse prazer
seria da mesma natureza que o prazer sexual do adulto. Para esse prazer Freud
designou o termo Libido e considerou-o como uma energia que move o humano na direção
do prazer, independentemente de ser uma criança ou um homem (CUNHA, 2008).
A
libido do ponto de vista conceitual e em um sentido desenvolvimentista viria
então a possuir ou obedecer a três fases de evolução onde seria amalgamada numa
interação entre o psíquico e o orgânico do sujeito, determinando a construção
da mente normal ou patológica. As fases da libido consistem nos momentos de
maior atenuação da libido em determinadas áreas do corpo no desenvolvimento
infantil, as zonas erógenas (partes do corpo que são excitadas com facilidade),
zonas que se tornam pontos de vazão à energia sexual (CUNHA, 2008).
Ou
seja, há fases de expressão da libido onde genericamente podemos resumir: a
fase Oral ocorre quando a vivência prazerosa da criança se vê pela via da boca;
em seguida temos a fase Anal, onde a atividade excretória assume um papel
importante na vida da criança, e então posteriormente atinge a fase fálica onde
a relevância para criança passa a ser seus genitais.
Cada
fase de expressão da libido é importante no desenvolvimento, dependendo de como
essas vivências irão ocorrer, isso irá ajudar na definição da personalidade do
sujeito ou prejudicá-lo, criando algum resíduo fixado da libido em determinada
fase mal desenvolvida, prejudicando o sujeito posteriormente na fase adulta.
Esse tópico tem o objetivo de buscar expor
resumidamente uma aproximação sobre o conceito de libido para que seja possível
formarmos uma ideia básica do que se trata, lembrando que o universo que abarca
a libido perpassa quase todas as teorias psicanalíticas e não se restringe aos
conceitos freudianos retratados aqui.
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CUNHA, Marcus Vinícius da.
Freud: psicanálise e educação. , 2008. Disponível em:<http://www.acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/140/3/01d08t01.pdf>.
Acesso em: 03 set. 2012.
CARVALHO, Luís Alfredo Vidal
de. O conceito de libido em psicanálise, 2004. Disponível em: <http://www.cos.ufrj.br/~alfredo/classnotes/LUIS%20ALFREDO%20LIBIDO.pdf>.
Acesso em: 27 ago. 2012.
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