''Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro.''
Sigmund Freud

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A libido

A teoria da libido consiste em um dos pilares básicos da psicanálise, sendo trabalhada por Freud ao longo de muitos anos, mas não foi ele o responsável pela criação do termo, este termo surgiu com o pesquisador Moll, em 1898 e daí então passou a ser usado por Freud para atribuir ao desejo sexual. Através da citação de Alfredo (2004) temos uma forma simples do que Freud atribuía à libido: ''Freud afirma a propriedade específica da libido em se referir a um potencial de desejo sexual e não outro’' (CARVALHO, 2004, p. 01).
Acompanhando o surgimento dessa teoria veio uma das mais importantes descobertas feitas por Freud, a de que, primeiro, o psiquismo humano forma-se a partir de conflitos que desde o nascimento confrontam os instintos sexuais de um lado e a realidade de outro, sendo essa força dos instintos sexuais, a Libido, e segundo que a sexualidade não é algo própria da adolescência, e sim que já faz parte da estrutura psíquica do bebê.
O surgimento dessa teoria na psicanálise gerou conflitos e repulsa, pois com ela, Freud assegurou que crianças também possuíam uma sexualidade e tal afirmação, na época em que Freud se encontrava, entre fins do século XIX, foi recebida como algo ultrajante pela sociedade. Tinha-se que a sexualidade só viria a surgir posteriormente, na adolescência e que bebês e crianças pequenas eram tidos como puras e inocentes e com essa nova ideia sobre a infância, Freud atraiu maus olhares (CUNHA, 2008). 
Porém, ao contrário do que os outros entendiam, Freud quis dizer que na verdade as crianças também sentiam prazer, como por exemplo, ao sugar o leite do seio materno, haveria, portanto prazer nesse ato e Freud postulou que esse prazer seria da mesma natureza que o prazer sexual do adulto. Para esse prazer Freud designou o termo Libido e considerou-o como uma energia que move o humano na direção do prazer, independentemente de ser uma criança ou um homem (CUNHA, 2008).
            A libido do ponto de vista conceitual e em um sentido desenvolvimentista viria então a possuir ou obedecer a três fases de evolução onde seria amalgamada numa interação entre o psíquico e o orgânico do sujeito, determinando a construção da mente normal ou patológica. As fases da libido consistem nos momentos de maior atenuação da libido em determinadas áreas do corpo no desenvolvimento infantil, as zonas erógenas (partes do corpo que são excitadas com facilidade), zonas que se tornam pontos de vazão à energia sexual (CUNHA, 2008).
Ou seja, há fases de expressão da libido onde genericamente podemos resumir: a fase Oral ocorre quando a vivência prazerosa da criança se vê pela via da boca; em seguida temos a fase Anal, onde a atividade excretória assume um papel importante na vida da criança, e então posteriormente atinge a fase fálica onde a relevância para criança passa a ser seus genitais.
Cada fase de expressão da libido é importante no desenvolvimento, dependendo de como essas vivências irão ocorrer, isso irá ajudar na definição da personalidade do sujeito ou prejudicá-lo, criando algum resíduo fixado da libido em determinada fase mal desenvolvida, prejudicando o sujeito posteriormente na fase adulta.
 Esse tópico tem o objetivo de buscar expor resumidamente uma aproximação sobre o conceito de libido para que seja possível formarmos uma ideia básica do que se trata, lembrando que o universo que abarca a libido perpassa quase todas as teorias psicanalíticas e não se restringe aos conceitos freudianos retratados aqui.
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CUNHA, Marcus Vinícius da. Freud: psicanálise e educação. , 2008. Disponível em:<http://www.acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/140/3/01d08t01.pdf>. Acesso em: 03 set. 2012.

CARVALHO, Luís Alfredo Vidal de. O conceito de libido em psicanálise, 2004. Disponível em: <http://www.cos.ufrj.br/~alfredo/classnotes/LUIS%20ALFREDO%20LIBIDO.pdf>. Acesso em: 27 ago. 2012.

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