A
psicologia surge em meados de XIX, em um período dominado pelo positivismo,
ainda muito associada a filosofia. No entanto, Fechner e Wundt pensavam em uma
psicologia enquanto ciência, associada aos processos fisiológicos. Wundt então
afirma uma psicologia autônoma e experimental, reunindo e classificando em
grupos os elementos da vida mental. Dessa forma estruturada deixa de ser um
apêndice da filosofia ou fisiologia. Com isso, surgem diversas ramificações
como o Estruturalismo, Behaviorismo, a Gestalt e a psicanálise. (PANTALEÃO; BAIA, 2012)
No
Estruturalismo, a psicologia é a ciência da consciência ou da mente, sendo esta
a soma total dos processos mentais. Seu maior representante foi Titchener e seu
objetivo era descobrir qual era o verdadeiro conteúdo da mente. Já o
funcionalismo surge como uma reação contrária ao estruturalismo. Para eles, as
operações e processos mentais seriam instrumentos da adaptação. (PANTALEÃO; BAIA, 2012)
O
Behaviorismo, a psicologia do comportamento trouxe relevante colaboração a
educação, entre seus principais pontos destacam-se: A lei do exercício, o qual afirma que, quanto
mais frequente, recente e fortemente um vínculo é exercido, mais ele é fixado.
Defendia que as experiências subjetivas não possuem nada de imediato, são
construídas pela sociedade. O sujeito não seria livre, sendo o mundo privado
uma construção social. (PANTALEÃO; BAIA,
2012)
A
Gestalt surgiu na Alemanha onde parte da percepção. A partir de seus estudos
visuais e dos movimentos, descobriram que os fenômenos mentais eram vividos
pelo sujeito sob a forma de estruturas, sob a forma de relações entre pontos
que faziam com que as formas resultantes fossem mais que suas somas. (PANTALEÃO; BAIA, 2012)
Contudo
foi com a psicanálise que surgiu um método verdadeiramente psicológico. Através
dela o paciente fala espontaneamente de tudo, onde estes processos andariam
entre o consciente e o inconsciente, sendo estes os que buscam ser revividos e
analisados. Nesse sentido várias escolas formaram um sistema fechado, que, no
entanto, possuía pontos comuns e divergentes. Apesar de tudo, o cientificismo
que se apoiava em um rígido padrão positivista não concebeu a psicologia o
termo de ciência, esta, contudo, só foi se constituir como ciência a partir do
contexto moderno. Cada abordagem traz seus princípios éticos, porém há uma
ética que define a clínica, esta se compromete com a escuta do interditado e a
sustentação das tensões e dos conflitos.
(PANTALEÃO; BAIA, 2012)
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PANTALEÃO,
Ana Paula Florêncio; BAIA, Angela Fernandes. A Atuação do Psicólogo Clínico:
Ética e Técnica em Discussão. 2012. Disponível em:
<https://psicologado.com/atuacao/psicologia-clinica/a-atuacao-do-psicologo-clinico-etica-e-tecnica-em-discussao>.
Acesso em: 02 fev. 2015.
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