''Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro.''
Sigmund Freud

sábado, 28 de março de 2015

Sobre a prática clínica em psicologia

A clínica se apresenta em várias versões e diferentes abordagens e modos de intervenções. A prática clínica é descrita como uma psicoterapia, um tratamento psicológico que engloba pelo menos três etapas: observar, analisar e intervir (QUADROS, 2012).
A clínica é por vezes definida pelo seu local de realização, considerada uma atividade do consultório privado, em detrimento de atividades de caráter público, ou de sua área de atuação, como em clinica ou hospitais, diferentemente da psicologia escolar ou organizacional.  Contudo, nenhuma dessas definições é precisa, realizam uma compartimentalização da disciplina psicológica, sendo fonte de mitos e controvérsias. O ofício de ser terapeuta se constrói na reflexidade, no diálogo constante e no questionamento do que isso suscita. A clínica é também uma prática enquanto o psicólogo, a partir de suas escolhas, cria realidades que podem tanto restringir quanto ampliar fronteiras entre mundos (QUADROS, 2012).
Uma das intervenções e compreensão dos aspectos do comportamento pode ser obtida pela prática de intervenção grupal, atendimento psicológico e grupos terapêuticos. Na psicologia clínica considera-se que o processo terapêutico problematiza o comportamento humano e pesquisa as possibilidades de dota-lo de sentido, transformando as representações que acontecem no processo clinico (OLIVEIRA et al., 2009).
A possibilidade de um espaço de grupo pode se tornar uma importante estratégia de trabalho, possibilitando trocas e redefinições em que os recursos do próprio grupo se potencializam. Valoriza-se os movimentos do grupo e sua capacidade de produzir saberes sobre ele mesmo tão ou mais importante que o saber teórico muitas vezes colocado na figura do terapeuta. Como estratégia é possível utilizar nos grupos dispositivos que funcionam como geradores de pontos de problematizações e enriquecem as conversações. O uso de dramatizações, leitura de histórias, jogos e brincadeiras, palestras informativas e até mesmo algumas técnicas de avaliação são exemplos de dispositivos (OLIVEIRA et al., 2009).
Por fim, a prática clínica, seja ela um acompanhamento individual ou um trabalho em grupo terapêutico, nos traz um trabalho cheio de diferenças e singularidades. Este acaba não sendo um ofício que se faz pela teoria, mas sim pelo encontro, pois a técnica, por mais que seja elaborada e instruída, jamais preparará para o encontro com o outro (QUADROS, 2012).
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   QUADROS, Laura Cristina de Toledo. Desafios da prática clínica na formação de psicólogos: revendo fronteiras e criando possibilidades. Igt na Rede, Rio de Janeiro, v. 9, n. 17, p.187-199, 2012.
    OLIVEIRA, Beatriz et al. Psicologia Clínica – Psicologia e prática clínica – Psicologia de Grupo – Atendimento psicológico de grupos. 2009. Disponível em: < http://www.psicologiananet.com.br/psicologia-clinica-psicologia-e-pratica-clinica-psicologia-de-grupo-atendimento-psicologico-de-grupos/853/>. Acesso em: 15 dez. 2014.

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