Em
psicologia há três abordagens referenciais onde cada uma delas nos levará a sua
concepção teórica e a um procedimento técnico diante do Sujeito. Obviamente que
não se restringe a apenas esses três movimentos, mas explanemos aqui sobre os
seus referenciais.
O
Behaviorismo, conceito de análise aplicada ao comportamento, teve sua origem a partir de trabalhos sobre condicionamento
operante em animais, posteriormente os conceitos foram aplicados aos
comportamentos humanos em diversas áreas como a educação, desenvolvimento
infantil, aconselhamento, psicoterapia, etc. Skinner, seu principal teórico,
baseou-se nos comportamentos observáveis das pessoas e dos animais. A abordagem
comportamental, como é também denominada, tem tentado através do estudo de
modelos experimentais, entender as variáveis de controle de vários problemas
psicológicos. Dessa forma seus estudos procuravam descrever causas, efeitos de
variáveis e possíveis formas de modificar esses problemas. (OLIVEIRA et al.,
2012)
Sua
metodologia prioriza o estudo do sujeito único, em suas relações
comportamentais estabelecidas com o ambiente no qual está inserido. O comportamento
é o objeto de estudo que tenta descrever dentro de quais determinantes circunstanciais
o indivíduo responde daquela forma e quais as consequências seguem-se a essa
resposta de forma a mantê-la. Qualquer dúvida nas circunstâncias, na resposta
ou nas consequências, modificará toda a relação e, portanto, comportamento.
Dessa forma, efetua intervenções de forma a criar, propor ou estabelecer
relações de contingências, auxiliando a elaborar melhor seu repertório e assim
modificar os comportamentos que causam sentimentos confusos. (OLIVEIRA et al.,
2012)
A
Abordagem fenomenológica Existencial, esta inclui uma ampla gama de técnicas e
funções em psicologia, em função de sua constituição filosófica. Contribui
principalmente com os procedimentos da terapia em si, descrevendo a como uma terapia
existencial, utilizando-se de princípios em geral considerados existencialistas
e fenomenológicos. A Gestalt-terapia é uma síntese de abordagens que visa a
compreensão da psicologia e dos comportamentos humanos. A originalidade e
utilidade repousam na natureza do todo e não na derivação das partes. (OLIVEIRA
et al., 2012)
Ou
seja, uma análise das partes nunca poderá proporcionar uma compreensão do todo
uma vez que o todo é definido pela interação e interdependência das partes. As
partes de uma Gestalt não mantêm sua identidade quando estão separadas de sua
função e lugar no todo. O terapeuta age de maneira a catalisar as atitudes e comportamentos
de seu paciente a fim de evidenciara-las, tendo o intuito de ajuda-lo a perceber
como ele mesmo se interrompe constantemente e os papeis que esse desempenha,
além de mostrar como o paciente exercita sua própria conscientização em relação
as suas fugas. As projeções que estão envolvidas na relação do paciente com o
terapeuta fornecem aspectos bastante significativos da fuga que o paciente
vivência em relação aos seus impasses. (OLIVEIRA et al., 2012)
Na
psicanálise, o funcionamento psíquico, para ela, é concebido a partir de três
pontos de vista: o econômico (existe uma quantidade de energia que alimenta os
processos psíquicos); o tópico (o aparelho psíquico é construído por um número
de sistemas que são diferenciados quanto a sua natureza e modo de
funcionamento, o que permite considera-lo como um lugar psíquico) e o dinâmico
(no interior do psiquismo há forças que entram em contato e conflito e que se
encontraram permanentemente ativos, sendo a origem de suas forças a pulsão). (OLIVEIRA
et al., 2012)
A
pulsão se refere a um estado de tensão que busca através de um objeto a
supressão desse estado. Uma nova concepção sobre estrutura da personalidade é a
denominada de segunda tópica, conhecida como concepção estrutural da
personalidade. Ela foi dividida em três regiões que possuem relações mutuas
entre si: o Id, Ego e o Super-Ego. (OLIVEIRA et al., 2012)
O
Id é orientado exclusivamente pelo princípio do prazer e não conhece nenhum
tipo de julgamento de valor. Já o Ego tem a função de lidar com o mundo
externo, ele se interpõe entre as pulsões do Id e a ação do indivíduo, com o
intuito de identificar as circunstâncias em que tais impulsos poderão ser
realizados com um mínimo de conflito. Ele necessita de uma quantidade de energia
que será por ele retirada do Id. Para que isso seja possível o Ego utiliza-se
de uma artimanha na qual ele se identifica com o objeto de desejo da libido do
Id, desviando dessa forma para si próprio. (OLIVEIRA et al., 2012)
O
Super-Ego se situa face ao Ego como modelo e obstáculo sendo o responsável pela
origem da consciência moral, auto-estima e culpa. A meta na interação entre as
três instâncias mencionadas consiste em estabelecer e manter um nível aceitável
de equilíbrio dinâmico que maximiza o prazer e minimiza o desprazer. (OLIVEIRA
et al., 2012)
O
Id é inteiramente inconsciente e o Ego e o Super-Ego o são em parte. Assim o
objetivo prático da psicanálise é fortalecer o Ego, fazê-lo mais independente
do super-Ego, ampliar seu campo de percepção e expandir sua organização de
maneira a poder assenhora-se de novas partes do Id. (OLIVEIRA et al., 2012)
Para
a psicanálise a maneira como o sujeito se comporta diante de seus objetos de
amor ou sexuais é critério central na avaliação do seu desenvolvimento,
tornando-se necessário compreender o processo de desenvolvimento psicossocial,
para então se compreender a formação do caráter. A grande maioria dos
pensamentos e desejos reprimidos referem-se a conflitos de ordem sexual, localizados
nos primeiros anos de vida, que se configura como origem dos sintomas atuais. Freud
identificou que essas ocorrências deixavam marcas profundas na estrutura da
personalidade dos indivíduos e, assim, postulada a existência de uma
sexualidade infantil. (OLIVEIRA et al., 2012)
O
principal problema da psique é encontrar maneiras de enfrentar a ansiedade que
é um obstáculo ao crescimento. Há duas formas de diminuir a ansiedade:
enfrentando o problema ou fugindo dele. O ego atua nesses momentos com o
intuito de proteger toda a personalidade contra ameaças, falsificando,
deformando ou enganando a natureza da realidade. Essas distorções são chamadas
de mecanismos de defesa, que possuem a função de diminuir a ansiedade do indivíduo,
ajudando-o a fugir do problema. (OLIVEIRA et al., 2012)
Os
principais mecanismos de defesa são o recalque, a formação reativa, a
regressão, a projeção, o isolamento e a racionalização. A função primordial da
clínica psicanalítica é buscar a origem do sintoma ou do comportamento manifesto,
ou do que é verbalizado, com o objetivo de curar. Contudo é necessário vencer
as barreiras do indivíduo, que impedem o acesso ao inconsciente. O processo
pelo qual ocorre a cura na psicanálise esta associado a expansão do campo da consciência.
Por fim, a noção mais importante é a maneira como o consciente e o inconsciente
do paciente comunicam-se entre si. (OLIVEIRA et al., 2012)
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OLIVEIRA, Beatriz et al. Quais as principais
abordagens da Psicologia: Tipos de psicoterapia e abordagens da Psicologia.
2012. Disponível em:
<http://www.psicologiananet.com.br/quais-as-principais-abordagens-da-psicologia-tipos-de-psicoterapia-e-abordagens-da-psicologia/2946/>.
Acesso em: 02 mar. 2015.
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